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Oficina Agulhas, linhas, e bordados: feministas construindo suas corpas

Local: Faculdade de Educação da UFBa (Av. Reitor Miguel Calmon S/N Vale do Canela)

Data: 25/01/2012

Hora: 14h

Proponentes:

Oficina exclusiva para mulheres (cis e trans). Inscrição através do e-mail oficinasvlv2012@gmail.com

Essa oficina propõe uma conversa+mão na massa de resgate da história e tradição do conhecimento de mulheres. Expressa nas artes manuais que algumas de nós conheceram por meio de suas avós, tias, mães e vizinhas, esse conhecimento nos permite explorar as dimensões objetivas e subjetivas de nossa vivência, bem como discutir se elas representaram ou ainda representam manifestações de opressão social e machista.
Abordaremos também as mudanças pelas quais essas técnicas manuais foram passando, especialmente tipos, tempos e novas tecnologias destas produções, e posteriormente, em que medida aprender essas técnicas permite que nós nos apropriemos do processo de fazer nossas próprias roupas, acessórios, e quiçá presentes para pessoas queridas, incentivando a redução do consumo e a produção de peças distantes do feminino-padrão que muitas vezes nos é apresentado.
Propomos a discussão e realização de peças que falem sobre a diversidade das nossas corpas e valorizem a expressão feminina e feminista da arte de bordar, costurar vulvas, tricotar, enfim, alimentar a potência que existe na criação de coisas que surgem da interação entre mulheres, trocando energias e experiências entre nosotras.
Serão exibidas também peças e imagens de peças que abordam esse tema de modo a inspirar e animar as participantes. Não é preciso saber costurar nem bordar de antemão, juntas aprenderemos!
__
Bia Chizzolini, ou Tesourinha, é uma feministrrra apaixonada pelas linhas, tecidos, agulhas, tesouras e toda a capacidade criativa e subversiva que isso contém. Começou a fazer artesanato por acaso, depois de aprender algumas técnicas de crochê e tricô com suas avós, o restante foi aparecendo em experimentações e improvisos. Hoje essa pulsão criativa tem sido direcionada para o desenvolvimento de um artesanato radical que inverta os valores clássicos de submissão e tradicionalismo associados a ele, propondo a continuidade, valorização e (re)apropriação desse saber construído e transmitido por e entre mulheres durante séculos. Bia também faz mestrado em Antropologia Social em São Paulo, é vegana e pedala insanamente na cidade-caos.
Flavia: Graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia. Borda desde quando herdou o baú de costura da avó. As linhas e os panos são fortes ferramentas de sua expressividade. Em 2010 inicia brincadeiras com manchas e linhas, onde através de formas simples e primárias sugere sentimentos e expressões mais elaborados pela singela relação entre olhares das figuras. Atualmente desenvolve também uma narrativa fotográfica sobre a realidade dos pequenos circos tradicionais no interior da Bahia. O projeto, MOVIMENTO CONTÍNUO, sintetiza os diversos interesses e atuações, que vai desde a pesquisa sobre saberes manuais com panos e linhas, a uma linha editorial que publica ensaios fotográficos e narrativas ilustradas.
elizabete.  de salvador. já gostava de costurar, depois q descobri as vulvas… e as irmãzinhas acima… não há mais só cor (roxo!) em tudo que vejo… agora as coisas também tem formato… de vulva: em ideia, forma, conteúdo e, principalmente, luta.
2 Comentários leave one →
  1. Sarinha permalink
    dezembro 30, 2011 10:35 pm

    Tesouronaaaaaaaa, sua linda!!!

Trackbacks

  1. FESTIVAL VULVA LA VIDA 2012 « boadeguerra

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