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Confira as oficinas que acontecerão no Festival Vulva la Vida 2013

dezembro 18, 2012

Bate papo : Experimentos Audiovisuais Feministas

Facilitadora : Bethânia Lira- João Pessoa ( e-mail: bethanialira2000@yahoo.com.br)

Bate papo tem como objetivo incentivar a produção audiovisual autônoma das mulheres, na criação, edição e filmagem. Dialogando sobre uma produção horizontal e coletiva entre as compas, que se identificam com a linguagem audiovisual como um recurso frente as representações das violências machistas.

Abrindo um espaço para trocas de ideias, olhares, intercâmbio de nossas vidas cotidianas e de nossos desejos até mesmo de produções, possibilitando outros canais de comunicação entre nós. Assim, dependendo do caminho que o bate papo for levado, tempo dado pela organização e desejo das participantes (Por todas) proponho um segundo momento de experimentação para criação de materiais de denuncia, sensibilização, reflexão, ação que fortaleça o feminismo.

Portanto,  o audiovisual seja um meio de comunicação comum e acessível entre nós mulheres, independente da sua condição econômica, visto que este instrumento pode ser democratizado nos espaços de vivencias (comunidade, individualmente, coletivos). A utilização de uma câmera fotográfica, filmadora, celular como uma proposta de faça vc mesma, pegue uma câmera e crie seu próprio documentário, ou seu registro mostre e amostre suas ideias contra o patriarcado sobre a imagem da mulher e as diversas temáticas envolvidas.

Como a ferramenta do audiovisual dialoga com nosso cotidiano e com nós mesmas?

Essa é a ideia do bate papo sobre Experimentos Audiovisuais Feministas.

Público: 10  mulheres, lésbicas e trans.

Material: Celulares com filmadora e que tire fotos, máquina fotográfica, Filmadora (quem tiver), data show para exposição de alguns vídeos.

Memória Fotográfica Feminista: oficina e troca de idéias sobre
fotografia, faça você mesm@ e memória fotográfica feminista

Por: Elaine Campos (integrante da Coletiva Anarcafeminista Marana e integrante do Grupo Mulheres Fotógrafas no facebook)

A oficina e troca de idéias tem intenção de reunir mulheres e lésbikas que queriam se apropriar desse universo da  memória fotográfica, e entre o real e o imaginário, tentar construir um caminho para criação de inventário de
memórias e histórias feministas através da fotografia, que é o documento de construção desta oficina.

A memória fotográfica feminista é uma maneira de preservar, organizar e difundir a memória dos movimentos, organizações, entidades e grupos feministas no Brasil, bem como histórias de mulheres e lésbikas que, com suas trajetórias, simbolizam a busca continua e permanente da nossa visibilidade.

Oficina aberta para pensar na construção coletiva de um acervo-inventário com fotografias, documentos, textos, estudos, artigos e informações que representem especialmente a jornada das feministas brasileiras em busca de sua autonomia.

O que precisa: uma câmera fotográfica de qualquer tipo, celular ou qualquer equipamento que tire fotos e muitas idéias estimulantes. Ao final do evento haverá uma exposição através de slides das fotografias feitas ao longo dos dias de festival, além da criação de um pequeno inventário fotografico desta edição do Vulva La Vida.

foto por Elaine Campos

foto por Elaine Campos

http://www.flickr.com/elainecampos
http://www.flickr.com/femmeliberte
“Por uma memória fotográfica feminista!”

Oficina: “Sabores e Saberes – um olhar sobre a mulher do campo”

Todas nós mulheres viventes nesta  sociedade machista e patriarcal, sofremos diversas formas de violência que são invizibilizadas, silenciadas e naturalizadas. É assim que nossos corpos, subjetividades, bens socias, culturais, naturais e simbólicos são invadidos e subjugados.

Nosso bate papo gastronomico tem como objetivo conversar sobre os saberes construidos pelas mulheres camponesas, de que forma o machismo esta presente em suas vidas, quais suas principais reivindicações, movimentos e lutas. Como elas ajudam a construir a Agroecologia, propondo um novo modelo de desenvolvimento rural, produzindo alimentos saudáveis e lutando contra o agronegócio.

E como sabemos que “se o campo não planta, a cidade não janta” vamos discutir de que maneira nossa forma de nos alimentar pode (ou não) se solidarizar com a luta de tais mulheres. Pensar como mulheres do campo e da cidade podem se unir.  Claro que faremos isso com a mão na massa, interligando teoria à pratica, cozinhando coletivamente.

Jubs: bióloga, feminista, paulista radicada na Paraíba para estudar Agroecologia, quiça pra viver por longos anos. Pinta, cozinha (vegetariana de nascença), e tenta bordar, batucar e jogar capoeira.

Jebs: bailarina, bióloga, educadora, feminista. Também se aventura pelos batuques, estradas e vidas sempre acompanhada por uma cachorra.

Bate-papo: Com que roupa? (Lúcia Ellen)

Subversão de gênero: como borrar as fronteiras das identidades de gênero, jogar com suas prescrições e expectativas normativas no interior de uma prática política feminista?

As sociedades constroem nações e conceitos que definem as pessoas e as situações em determinado lugar social. Essas construções são criadas por instituições sociais para rotular os diversos grupos consolidando-os em aglomerados aspectos, pressupostos, expectativas, temores e idealizações. Através desses agrupamentos, estabilizações psicológicas podem ser geradas no discurso desses grupos sociais, como “pobre não tem vez” ou “mulher é mais barbeira do que o homem”. São pequenas frases incrustadas em nosso ser que não questionamos, ou, muitas vezes, não percebemos que em nosso discurso há pequenos traços e afirmações produzidas ou reproduzidas por essas instituições. Os papéis e estereótipos devem ser questionados.

Utilizamos a expressão “vestiu a camisa” quando queremos dizer que uma pessoa está completamente dentro de uma organização, trabalhando totalmente dentro do conceito estabelecido por essa organização. Então, qual é o papel da roupa que usamos?

A roupa exerce uma função específica na construção de nossas identidades individuais ou sociais, por integrar ao nosso cotidiano, deixamos que a frivolidade que a caracteriza afaste-a de nossa percepção como elemento criador, como fôrma e matriz.

É preciso perceber os menores detalhes e entender como podemos mudar algo através de atitudes mínimas como o vestir-se. Gandhi e seus seguidores fabricavam artesanalmente os tecidos da própria roupa e usavam esses tecidos em suas vestes; também incentivava os outros a fazer isso, o que representava uma ameaça ao negócio britânico – apesar dos indianos estarem desempregados, em grande parte pela decadência da indústria têxtil, eles eram forçados a comprar roupas feitas em indústrias inglesas. Se os indianos fizessem suas próprias roupas, isso arruinaria a indústria têxtil britânica, ao invés de fortalecê-la.

Queens of Yomango

Bate-papo, bate-cabelo, bate-palminha, bate-carteira, bate-bola sobre yomango e mulheres

É comum no “meio libertário” a prática do yomango, que nada mais é do que a expropriação de mercadorias dispostas em grandes empresas com ou sem uma conotação política direta e explícita. Yomango é uma gíria espanhola que significa “eu roubo”, e visa estimular a desobediência civil.

Entendemos que o feminismo além de ser uma posição política e uma forma de (sobre)viver é uma prática de desobediência civil, por desafiar, questionar e transgredir o statusquo, que é a base da exploração econômica e social em que estamos inseridxs/vivemos.

Se o feminismo é um esporte de combate, nos propomos a pensar sobre feminismo e yomango: como fazer? porque fazer? além de pensar nas características tradicionalmente atribuídas às mulheres – calma, discrição, sedução, submissão – e em como  elas podem ser utilizadas para essa divertida prática de sabotagem contra o capital que é a arte de mangar/manguear. Nesse sentido, também falaremos da relação entre segurança e cidade, para a arte de mangear.

Além do bate-papo, fofocaremos sobre dicas e truques das trukêras e pretendemos propor as participantes um role para mangar. E no final do rolê faremos um desfile, apresentação, compartilhamento e trocas dos itens adquiridos e um lanchinho vegano e mangeado.

Aproveitando que estaremos todxs e todas em alguma grande loja de vestuário feminino – e que muitas delas são abertamente machistas e anti-feministas – propomos também uma arte-sabotagem nas roupas, interferindo nelas (com adesivos escritos e o que mais a criatividade permitir) para lembrá-los que não só de padrão de beleza se (sobre)vive. Essas ideias são possibilidades. Estamos abertas ao diálogo e novas ideias

A oficina é fechada para homens cisgênero.

Valhéria Ojuara – Diva com a sapiência das ruas que nas horas pares estuda maneiras de sabotar o patriarcado e nas ímpares faz manjares veganis e incorpora a marylhian Gaybrielha.

Carla Duarte – Passa mais tempo do que deveria no tumblr, o que deixa o ascendente em virgem gritando que deveria estar lendo mais.

Inscrições para a oficina através do e-mail: oficinamarota@gmail.com

Oficina “práticas de confiança crítica y outras linguagens” (por Tate)

O objetivo consiste em criar um espaço pra sentir-pensar em como fazer críticas amorosas, bem como sentir-pensar na importância que é dada às críticas (silenciamento, subsilenciamento catártico mas pouco modificador – fofoca venenosa -, base de política de rupturas).

Oficina de montagem de palco (por Luiza Kame e Iani)

A oficina de montagem de palco será composta de duas partes, a primeira com noções básicas sobre som, funcionamento de equipamentos, organização de equipamentos. e uma segunda parte prática, onde será formada a equipe responsável pelo som do show do festival. Parte um: som (altura, timbre, propagação), equipamentos (tipos de cabos, posicionamento de caixas de som, equalização, microfones, …), organização do trabalho (estilo da banda, equipamentos disponíveis, tempo de trabalho). Parte dois: formação da equipe, montagem de palco, teste de equipamentos, passagem de som da primeira banda.

Feminaria Musical: reflexões e experimentações sobre  músicas e feminismos
Esta atividade propõe compartilhamentos de escutas/trilhas, memórias e identidades musicais através da apreciação  de músicas de diversos contextos que questionem o lugar de subalternidade e seus marcadores sociais. É importante que @s participantes tragam também 1 música que integre suas trilhas sonoras. Ao final, teremos um conjunto de sons, reflexões e emoções para sejam ouvidas, pensadas e experimentadas corporalmente e vocalmente, de forma coletiva e improvisatória.

Obs.: venham com roupas confortáveis, tragam qualquer tipo de objeto sonoro (apito, garrafa, caixa de fósforo, instrumento musical, prato, talher, panela, etc.), tragam papel, lápis, borracha, lápis de cor e/ou lápis de cera.

Quem propõe:
O Feminaria Musical: grupo de pesquisa e experimentos sonoros, é um grupo fundado em 2012 na Escola de Música da UFBA e formado até aqui por professor@s e alun@s de diferentes unidades desta instituição. Coordenado por Laila Rosa, musicista, compositora, etnomusicóloga feminista, profa da Escola de Música da UFBA  e pesquisadora do NEIM/UFBA. Pesquisador-colaborador: Michael Iyanaga. Participantes: Eric Assmar, Laurisabel Silva, Sheila Araújo, Neila Khadi, Luciano Silva, Ellen Carvalho, Laura Cardoso e Ariádila Queiroz. 

Coordenação de Laila Rosa

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5 Comentários leave one →
  1. Larissa Rebouças permalink
    dezembro 27, 2012 7:16 pm

    E o que eu devo informar na inscrição?

  2. Nadja permalink
    janeiro 17, 2013 10:31 pm

    Quero participar da Oficina: “Sabores e Saberes – um olhar sobre a mulher do campo” é necessário se inscrever ou basta chegar?

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