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Relatos

janeiro 27, 2011

Olá a todas!
 
Após termos produzido, vivido e aproveitado o festival Vulva La Vida, nós precisamos registra-lo. Registrar, principalmente, a opinião das garotas que foram ao festival. Afinal de contas é esse feedback, essa resposta, que nos motiva a seguir em frente. É importante para nós sabermos suas opiniões, impressões sobre o festival, por isso: abra seu coração, e compartilhe tudo conosco!
 
Colabore, faça seu relato, e nos deixe conhecer melhor as garotas que fizeram o Vulva La Vida acontecer.
Aproveite, participe (mais uma) vez do Vulva La Vida com sua opinião (apaixonada)!
Conte o que o festival agregou para sua vida, o que ele mudou, acrescentou, o que te fez sentir.

Faça isso deixando sua opinião, como comentário!

18 Comentários leave one →
  1. janeiro 27, 2011 4:38 am

    Saí do interior do RJ para pegar, de madrugada, meu primeiro avião, para Salvador. Cheguei no dia 20, no segundo dia de festival. Fui para reecontrar Íris, conhecer Salvador, ajudar e participar do VLV, e, dar uma Oficina de Zines. Oficina junto a uma grande amiga, de tempos remotos: cartas e zines nos mantinham unidas.

    A viagem foi (e está sendo) importante, por todos esses motivos. No VLV pude experimentar compartilhar momentos apenas com mulheres. Nos demos esse direito e fechamos as oficinas: girls only. Inclusive a minha e de Camila. Esse espaço de apenas mulheres foi importate para mim. É algo que eu ainda não conhecia. O quanto curti ter dado a oficina, ter visto a criatividade de outras garotas, é fora do sério. Foi muito bom conversar e aprender com todas vocês.
    Todas as outras oficinas foram ótimas: reforçaram coisas que eu já pensava – como a Oficina de Moda e Feminismo, trouxeram novos sabores – Bobó Veggie, causaram polêmica – Feminismo e Pornografia. Mas, o que mais me encantou dentro das oficinas, não foram as oficinas. Foram as mulheres que participaram. Conhecer outras com interesses parecidos e divergentes, que polemizaram e dividiram experiências, foi o melhor. Conhecer garotas de todo brasa: DF (Ludmila e Kalifa, minhas divas do festival), João Pessoa, Curitiba (Camila meu amor), SSA, CE, foi o mais foda.

    E a TOPTOP? Abafán.

    E para melhorar ainda, pude conhecer novas bandas, em especial Munegrale. Que show foi aquele? Depois dele, “eu me alimento!”. Ouvir uma que já queria há alguma tempo, Jezebels. E rever Dominatrix. Show intenso, pogo doido. Eu, literalmente “danced so bad, cause you’re not there”.

    Enfim, o VLV me deu uma oportunidade foda, que eu pude abraçar, de conhecer e viver um verão quente, com garotas fodas. Me de a certeza, mais uma, de que só questionando e compartilhando experiências e histórias seremos fortes nesse mundo misógino.

  2. Marlini permalink
    janeiro 27, 2011 11:40 am

    Lá vai meu comentário apaixonado (rsrsrrs)

    O festival foi como uma injeção de coisas positivas, de animo e de resgate do que talvez
    estivesse desgastado dentro de mim.Poder contribuir de alguma forma e ver um evento tão bonito ser concretizado. Mulheres juntas fazendo algo importante conhecendo o feminismo e formas alternativas de viver e se paixonando, sensação inigualavel de se sentir livre, acolhida e bem vinda.

  3. janeiro 27, 2011 3:24 pm

    Uma convocatória para a realização de festival feito só por meninas era uma idéia incrivel. Desde o começo fiquei super empolgada, indo em todas as reuniões, discutindo as idéias, fazendo amizades, comprando! Divertido também foi receber Ana e Íris na minha casa pequena em meio a tantos tecido espalhados pelo chão.

    Claro que nem tudo foram flores ao longo do processo. Desavenças surgiram e decepções. Mas o importante não foi ver o festival se concretizar? No sábado quando entrei na casa de arte e vi a banda tocando e pessoas por todos os lados foi emocionante. E mesmo com tudo pronto eu ainda quis participar mais um pouco, sentei na banca e fui vender os zines, bolsas, camisas. Sem falar na minha alegria quando alguém comprava as bolsas que eu costurei, rs.

    A Top top foi incrivel também, ver a meninas do festival dançando e indo até o chão, uhul, dei muita risada, dançei também, me diverti muito, isso foi o importante.

    Próximo ano eu quero mais Vulva la vida, mais pixações na Federação, cartazes, bolsas (cansativo mas tudo bem) amigas, shows diversão, consciência e praia (ahhh eu vou pra praia sábado). E QUERO PARTICIPAR DE PELO MENOS 3 OFICINAS, já que nesse só participei de metade de 2 e da minha. Quero mais filmes, porque o GIRLS ROCK (único que vi) foi demais.

    Obrigado a todas as meninas que foram até o final nessa conquista. A Íris, Nívea, Mah, Luciana, Kátia, Carol, Priscila, Nana, Dany, Ana, Carla, Indira, e a todas que participaram, vieram de longe. Foi muito bom conhecer vocês.

    Espero todas ano que vem no mesmo bat horário, mesmo bat local.

  4. Leila permalink
    janeiro 27, 2011 3:59 pm

    Bom, diante de tantas prioridades da vida adulta, o trabalho como uma delas, fico feliz em observar o resgate de muita coisa bacana que vivi há alguns anos. Lembro-me da quarta-feira (19/01), quando cheguei do trabalho correndo e fui tentar assistir ao documentário “Don’t Need You” – sem sucesso, pois me deparei na porta da Biblioteca Central às 19:40, sem lugar para estacionar. São essas relações que nos escravizam e acabam fazendo com que deixemos de fazer muita coisa. Por outro lado, sendo psicóloga e trabalhando num bairro periférico de Salvador, tenho oportunidade de atuar com o feminismo, embora este ganhe outra conotação que num meio hardcore, por exemplo. Acaba sendo um trabalho de formiguinha e é necessário ter muito jogo de cintura para lidar com a frustração de intervenções não tão bem sucedidas. Observar a organização de um festival dessa magnitude deixou-me nostálgica e ao mesmo tempo motivada. Infelizmente a Macumba Love não pôde tocar no show, mas foi ótimo ver outros tipos de grupos se apresentando, cada um com suas peculiaridades. Aproveitando para falar um pouco da Macumba, nossa “bandinha” surgiu como um resgate dos nossos 17 anos, quando vivíamos simplesmente de rock. Diante de tantas preocupações do dia a dia – trabalho, estudos, cansaço intenso, família, relacionamento amoroso, estresse, etc – a música voltou a ter uma simbologia interessante na vida de cada integrante, misturando diversão, vontade de estarmos juntas, realizarmos projetos e trazendo autoestima a cada ensaio. Aprecio a iniciativa do Na Lâmina da Faca e das mulheres que se agregaram para fazer acontecer o Vulva La Vida. Sei da importância de haver espaços fechados para mulheres, entretanto (apesar de não ter participado), deixo como sugestão que oficinas como a de culinária, por exemplo, possam ser abertas na próxima oportunidade, pois a cozinha é um espaço ainda estigmatizado e acredito que o feminismo não pode ser apenas para as mulheres. Parabéns pelo nível de organização. Abraço!

  5. Dira Góes permalink
    janeiro 28, 2011 1:51 am

    Bem, não pude participar da convocatória, pois estava viajando e, por problemas de ordem maior, não consegui me envolver diretamente com o festival. Só pude ‘colar com as meninas’ no fim do fim mesmo.

    Entretanto, o que posso falar do FVLV?
    Que foi SIMPLESMENTE fantástico!
    Participar das oficinas (quando não tinha que trabalhar ¬¬’), conhecer garotas INCRÍVEIS e participar de bate-papos maravilhosos que, com certeza, foram de muita valia pra mim.

    Sem contar o show na casa de arte que foi DEMAIS!
    Parabéns a Endometriose, The Jezebels, Baby Lizz, Munegrale e Dominatrix, foi tudo de lindo!
    Ahhh, e a Top Top? Foi maravilhosa. Dançamos, nos divertimos, aproveitamos, nos conhecemos melhor!

    Conhecer Íris, Kátia, Luciana, Carol, Puni, Carla, Mah, Mabel, Bethania, as meninas da Baby Lizz, Nana, Lud, Kallyffa, Pri (eu já conhecia, rá!) e outras meninas com diversas opiniões foi excelente.
    Me fizeram ver muito do que foi debatido por um outro ponto de vista, me ajudaram a crescer mesmo.

    Puder ajudar no bar, “2 por R$3,00”, e ver que o Festival conseguiu ser realizado e quitado, foi excelente!

    PARABÉNS A TODAS QUE PARTICIPARAM DA ORGANIZAÇÃO DO FVLV.

    Então é isso, estamos juntas.
    Espero ansiosamente a 2ª Edição do Vulva la Vida!

  6. janeiro 28, 2011 1:51 pm

    “Taaaah”

    Tudo começou com uma bendita convocatória,recebi ,li e pensei: Riot Girl…ainda…,mas mesmo assim senti uma coceirinha e resolvi me inscrever com o sentido de falar/fazer graffiti com mulheres,e pensei nisso SÓ PARA MULHERES,porque acredito que os caras tem mais oportunidades de fazerem graffiti e se mesmo assim algum cara quisesse fazer oficina comigo eu passaria meu contato e ele pagaria $$$ pelo serviço e no VULVA LA VIDA não,era algo que queria compartilhar com minas,que na maioria das vezes tem receio de se apropiarem das ruas.

    Depois recebi um email do NA LAMINA DA FACA sobre o 1° reunião com todas as inscritas,achei massa e fui la conferir no intuito de afirmar minha oficina e só…mas aquela mesma coceirinha do email voltou durante a reunião e eu não consegui deixar de opnar e construir a cada dia o que seria o festival mais tarde.

    Foi triste ver umas minas se afastanfo,mas foi massa fechar a organização com as minas firmeza que eu ja conhecia(nem todas) ou que me aproximei,mordi a lingua varias vezes (varias vezes ele eheh)com pré-conceitos com umas e passei a acha-las foda,ja outras achava foda e hoje é…enfim.

    Queria agredecer a todas que de alguma forma fizeram parte disso valeu mesmo! por costurar bolsas(Taline,Nana e Dani),por ministrarem oficinas(Camila,Carla,Natália,Negra Mone,Carol e Lu ♥,Marilia…)as que vieram de longe e fizerem a diferença (babylizz,Jezebels{em especial Dani ♥},Lud e kallyfa delicinhas eheh,Mabel diva ♥,Valéria gabi herpes ♥,Bethania ,Mah que trabalhou hgorrores eheh,Endrometriose,Zoe,Tati bsb ♥ …)e a todos daqui que carregaram o festival nas costas(Dira,Iris,Priscila,Indira,Nivia…) e as que eu não lembro o nome também ♥.

    Nós trabalhamos muito,carregamos peso,organizamos,falamos,brigamos,discordamos,mas na maioria das vezes nos divertimos e é isso o que conta…o festival se bancou e nós fizemos algo que é mais importante pra nós do que pros outros,e pela 1º vez eu não tomei quebrança ehehe.

    Valeu a todas mesmo nem sei mais o que falar,só que é muito importante fazermos atividades como o festival e espero que seja o 1º de muito…RUMO Á 2012 ehehe.

    e como diria Vanessão…”o que for a gente RESOOOOOLVI,a gente RESOOOOOOOOVI…VINTCHYYYYY REAIS.”

    BJAAAAAAA

    SISTA K

  7. janeiro 29, 2011 3:50 pm

    Mulheres,

    estou emocionada ao escrever este relato e por isto, a razão fugiu.. escreverei pouco.
    não pude apreciar os primeiros dias do festival, mas mesmo assim, deu para sentir o quanto o VULVA LA VIDA foi importante para mim e para todas as meninas que dele participaram, o quanto foi importante sua existência. Meninas que vieram de várias partes do Brasil. Foi muito massa, e eu já sentia esta energia boa vinda das mulheres da Bahia, quando elas se juntaram e começaram a bolar um festival de contra cultura feminista, autônomo, faça você mesma! Disse a mim mesma: preciso ir, preciso estar lá e sentir todo este feminismo exalando! É algo que só sinto junto as companheiras do Wendo. E não medi esforços! Fui e me senti muito feliz! Minha amiga e compa de coletivo, Bethânia Lira também estava lá, e aproveitamos todos os momentos, de maneira intensa!Estava cansada, mas pude sentir a vibração, de cada mulher, cada história, cada experiência… Pude rever amigas que já guardava no coração (Luciana, Kátia, Priscila, Carol, Valéria) e conhecer outras que me fizeram acreditar ainda mais na irmandade entre as mulheres: Ludmila, Nana, Califa, Zoe, Carla, Íris, Paula, Dira, Marina, Camila…sim, é possível sermos irmãs! Eu quero acreditar.
    O Vulva La Vida foi um festival ousado e importante para todas nós, isto não resta dúvida! E que venha outros e possamos levar estas experiências para nosso cotidiano e subvertê-lo, sem esperar pel@s outr@s, agindo em todas as frentes, quebrando fronteiras e sendo sinceras umas com as outras, fazendo valer nosso feminismo autônomo!

    Beijos no coração de todas!

  8. janeiro 31, 2011 1:01 am

    Por agora vou postar uma poesia que escrevi.
    Mas é pouco, tenho muito a dizer ainda.

    Sinto-me agora então oxigenada
    antigos caminhos dentro de mim iluminados
    Uma luz acesa por feministas

    Amor e gratidão é o que sinto
    Mãos em corda firme
    palavras amigas é o que consigo
    te dizer em voz baixa, quase rouca.

    Sou em linhas digitais
    é você em pulsante coração
    colado ao meu. Sinto que somos iguais.
    Ela disse:
    – as relações entre mulheres são transcendentais

    Transcendeu-me,
    lentamente. Pra sempre.

  9. Bethânia Lira permalink
    fevereiro 3, 2011 4:00 am

    Festival Vulva La Vida
    Já diz tudo Viva ao Feminismo Autônomo, as Mulheres Livres ,a coletividade feminista de ações e desejos.
    Belas e Belas descobertas temáticas fizemos juntas nas oficinas e debates que enriqueceram e fortaleceram meus conceitos, dando aquela mexida no que estava adormecido .
    Para mim o TOP TOP do festival foi a possibilidade de todas nós, convivermos e estarmos abertas a nos reconhecermos em nossas diferenças . Não foi um festival qualquer, mais o festival idealizado e realizado por mulheres Lindas e Fortes . O que ficou de tudo isso é que ainda não acabou por que continuamos nós comunicando em redes sociais e buscando nos reencontrarmos sempre . E o melhor é quando feministas autônomas se encontram não se separam tão fácil.
    Beijas á todas as mulheres lindas que conheci e as que já fazem parte da minha história. Luciana, Kátia, Carol, Valéria, Mabel, Dani, Priscila, Ludmila, Nana, Califa, Zoe, Carla, Íris, Paula, Dira, Marina, Camila, Vitória as meninas de Fortaleza ……………..( as que não lembro o nome beijas do mesmo jeito).

  10. ludmila gaudad permalink
    fevereiro 4, 2011 10:54 pm

    Olá, doçuras!

    Difícil falar daquilo que nos atinge como arte, com a sensação de um soco no estômago… Que dói porque nos joga a realidade na cara (oficina de bicicleta e eu me apegando a suores? vegetariana e não vegana?) e nos devolve em instantes, como um longo suspiro que pretende retomar o ar, a esperança (epa! depois de tanto tempo ainda consigo fazer um zine e, surpreendentemente, se no fim o rock “der errado” monto um grupo de rap! rs.).

    Achei a convocatória um arraso e, ao entrar em contato, fiquei super feliz com o convite da Iris para que a Estamira tocasse e para que eu fizesse uma fala em uma das rodas de conversa. Falei… e muito! Infelizmente desta vez não pudemos tocar, mas terão outros festivais, né?

    Juntei uma grana rala para conhecer direito Salvamor, mas principalmente porque acreditei na proposta, porque achei a programação foda, porque senti firmeza nos emails que troquei com a distro, porque gosto destes espaços produzidos por e para mulheres.
    O FVLV foi fantástico porque conseguiu, em ritmo feminista (sim!), trazer uma galera surpreendente de vários estados e, principalmente, porque tinha todas aquelas fofuras que são as incríveis mulheres que estavam na organização.

    Todas as oficinas foram ótimas, os filmes sensacionais e os shows maravilhosos!!!!

    Há tempos não sentia esta efervescência, que me (re)convence de que ser feminista me constituiu e ainda constitui enquanto a mulher que sou.

    Muito obrigada pela acolhida! Já que conheço o pelourinho melhor que vocês, vou seguir a dica da Kallyfa e passar um ano aí para podermos ir em tooooodos os eventos! rs.
    Enquanto fico pelo DF, voltei cheia de energia para colocar em prática milhares de idéias que só fervilharam em minha cabeça por causa da convivência com vocês…

    Mil beijas,
    Lud

  11. fevereiro 8, 2011 6:56 pm

    Tarefa difícil esta, de falar do VLV! Já se passaram dias desde o término do festival e até hoje sigo tentando arrumar todas as idéias, emoções e sensações na minha cabeça, que custa a digerir tudo o que foram os 5 dias de festival.

    Na verdade, o VLV começou bem antes pra mim, mais precisamente no dia 20 de agosto, quando, em meio à dúvidas e inquietações, abrimos a tal Convocatória Riot Grrrl. Não sabíamos inicialmente como criar um meio de aglutinar mulheres e garotas que se encontravam dispersas apesar de estar produzindo ativismos feministas… Tínhamos em mente que a união dessas mulheres poderia resultar numa explosão de política e diversão, contribuindo até mesmo para nos unir à amigas e conhecidas.
    Eu tinha conhecido um coletivo muito massa na Colômbia no início de 2010, e elas tinham uma história de sucesso envolvendo uma convocatória riot grrrl.. daí surgiu a idéia! Não sabíamos se alguém ia colar com a gente, e se deveríamos ou não usar o nome importado ‘riot grrrl’. No fim, achamos que seria um termo com mais adesão e identificação do que simplesmente o adjetivo ‘feminista’.
    Pra nossa surpresa, várias amigas e amigas de amigas ajudaram a divulgarmos a iniciativa, e tivemos muiitas inscrições!
    Ao longo do processo aprendi que a nossa união só funciona se for uma união política; muitas se afastaram do processo de construção, assumiram responsabilidades e não cumpriram — o que acarretou em bastantes problemas para a coletividade. A aprendizagem foi enorme, e o carinho e amizade construída também!
    Hoje vejo a convocatória de forma crítica, já que no final das contas o núcleo organizador do festival permaneceu majoritariamente nas mãos de pessoas que de uma forma ou de outra já faziam parte do meu círculo social — com algumas exceções.

    No entanto o saldo do VLV em si, pra mim, foi MUITO positivo e agora só me resta a frustração de saber que dificilmente o ano de 2011 me reservará momentos melhores do que os que eu vivi em janeiro! rs. Já fazia algum tempo que eu não sentia essa felicidade em “fazer política”; meu ativismo vegano (individual) já não me trazia mais essa sensação de estar tocando o âmago do status quo; meu feminismo se encontrava preso à academia..tinha o (zine) Histérica, mas ainda era muito pouco e faltava essa relação corpo a corpo; o Mulheres na rua andavam mal das pernas..

    O que falar do festival em si? Superou em muito as minhas expectativas.. as oficinas foram fodas e inteligentes, conseguindo sair do mais-do-mesmo quando se fala de feminismo, e aglutinou muitas meninas legais; o show foi foda, e não posso deixar de citar o extâse trazido pelo Munegrale e a explosão que foi o show do Dominatrix! Também foi lindo ver todas se revezando entre o bar, portaria e organização da ordem das bandas. E a emoção de contar a grana e ver que não levamos prejuízo? Me senti realmente parte de um time (que venceu de goleada!).

    Fica a sensação de missão cumprida e aquela vontade de começar a pensar a próxima edição! Só me resta então agradecer (e não falo de boca pra fora). Valeu àquelas que entraram nesse barco comigo e vestiram a camisa do VLV: minhas amoras Katia, Taline, Nívia, Carol, Priscila, Luciana, Nana, Dani e Mah! É nós! Obrigada pelos momentos que dividimos, pelo suor compartilhado, pelas discussões e reuniões.. pela dor nas costas depois de cortar tecido pras bolsas! Pela companhia, criatividade e inteligência; pela ajuda com as legendas dos documentários, etc, etc..
    Às que vieram de longe e deixaram saudades: Lud, Kallyffa, Carla (parceira de histeria), Camila, Mabel, Zoe, Valéria, BabyLizz, Marília, Elisa.. Esperamos por vocês de braços abertos no verão de 2012! Espero mantermos contato e construirmos parcerias cada vez mais fortes.
    Lola e Indira: valeeeu pela parceria! Tudo valeu a pena!
    Túlio: ficam aqui meus agradecimentos pela arte foda! Rodrigo e Antonio: valeu pela força com a sonorização, gelo e caronas!

  12. Priscila permalink
    fevereiro 9, 2011 12:39 am

    Participar do festival foi extrapolar pensamentos e estar aberta as sensações compartilhadas ao longo dessa caminhada. Incluso pensar no feminismo em grandes amplitudes…pensar que sempre me identifiquei com tudo isso..mas da minha maneira, partindo de outras coisas que também acredito.
    Cada sensação seja de conflito, alegria e discordância foi para mim um espaço de fortalecimento e construções. Afinal, além de saber o que não queremos, precisamos sim saber o que queremos com tudo isso.Revolução sem limites! Todos os diálogos foram importantes, o show, as oficinas… acredito que foi preciso arriscar, tentar, correr e assim fazer. Houveram conflitos, e eu adoro eles..porque sempre podemos colher bons elementos para nossa caminhada e fortalecer o que acreditamos.Antes do ser vem o fazer e o ser já esta no fazer. Quero participar novamente dessa construção, pois sei que da minha maneira, posso acrescentar também as coisas que acredito e acreditar em mais coisas que possam se afinar a minha prática. Precisamos de movimento, pois é em movimento que as coisas acontecem!
    Beijos e abraços a todas…obrigada por tudo.
    😉

  13. Carol permalink
    fevereiro 9, 2011 3:16 am

    Aiii gente, tava fugindo em falar do festival, mas fui convocada, e ao ler os depoimentos me emocionei, ae vai…

    Como já disse, sabia que o festival seria lindo, intenso, pesado fisicamente, com contra-tempos, discordância, mas mesmo assim ‘as supresas’ foram as das mais intensas.
    Para começar, adorei os filmes, em especial “Don’t need” puta que pariu que bom ver como começou tudo no riot, os questionamentos, os sentimentos que foram construídos, o que não é mais vivido hoje, e como o filme pode trazer elementos mais concretos para o nosso festival.

    Adorei as oficinas, na real mesmo, fiquei surpresa com o nível de discussão e como todas estava afim de colocar seus pontos de vistas. Falas que me deram repúdio, outras que estão martelando na minha cabeça até hoje, e aquelas que me constituiem em sabedoria, após densas reflexões durante minha vidinha feminista, é bom pensar realmente ‘é isso’. Me encho de felicidade quando isso acontece, nóo saber que sou uma super-garota, e que pode vim quente que estou fervendo, ahahaha.

    Essa sempre foi minha carência dentro do feminismo é estar em espaço realmente forte, criativo, inteligente, bem humorado, com sexualidade, nada pode ser anulado, um necessita do outro, isto faz parte e deve ter em espaço feministas, entre mulheres.

    Claro que tivemos problemas, incompreensões, contra-tempos, stresses, inimizades, mas essa foi a nossa a primeira vez (nos devemos o desconto, né?), desculpas aqueles que nós conseguimos explicar e explicitar o que queríamos com tudo isso, todo o sentimento que tínhamos em ter com um festival como esse de incentivar, unir exitar, lembrar das experiências vividas e invisibilizadas, apenas era uma sentimento de estarmos juntos nos provocando, e em especial, a coloboração de todas em conhecimento de quem tem a acrescentar não só por ser mulher, mas por ser minas que admiramos o seu trabalho (oficinas, palestras, bate-papo),organização (fest. vlv, na lâmina, wendo, rango vegan, sista crew) e o espetacúlo de nós mesma – da próxima vez, espero que VOCÊ esteja conosco. =)

    Passo a passo:

    Oficina de bike – que pena que não vi.

    Filme – “don’t need” e girsl rock, abalou o espírito roqueira.

    Oficina de moda – sentimento de como devemos cada vez mais respeitar a outra e ver a beleza da diversidade na moda, arrasou Taline.

    Oficina de dança de rua e rap – arrepiou e deu um puta sentimento que queria ter dançado e escrito uma rima com as mininas, agradecimento a Simone pela condução divertida e séria.

    Oficina de pornografia – discussão forte, altos toques legais escritos no cardeninhos para fazer as buscas, mininas se toque e se gostem… Natalia sabe do que fala..

    Oficina de fanzine – criativa, colorida, facilitadoras lindas, altas dicas, façam um zine e tragam para expor da próxima vez. Eu vou fazer o meu tb.

    Top-top – cansativo, mas muito divertido, dançantes, altos amores, nem era uma top-top qualquer, era a topo com as minas do vlv, arrasamos e pagamos as contas, ahahah.

    Oficina de wendo – ressaca e resistência. Sempre foda! Valeu as sistas de sempre: lú e kátia.

    Bate-papo – contribuições ao riot, alguns sentimentos mexidos, realidade do nordeste com Dani (super importante), e críticas ao não incentivarmos as falas de outras pessoas.

    Show – loucura, casa cheia, minas trampando, na portaria, bar, banquinha, no palco, no corres do palco, ” we can’t”. Munegrale, nos alimentou, a Jezebels qualidade musical e um arraso com a batera e vocal querida amiga Dani, e cantar as músicas antigas do dominatrix sempre é foda. Valeus ao dmx, apesar das criticas, encheu a casa concerteza, espero ver tantas garotas em shows com outras mininas tb.

    Oficina de comensalidade – era uma oficina, virou uma grande almoço coletivo, um espaço para nos interarmos mais ainda. Um rango fodido de bom, uma mesa com 15 mininas almoçando juntas, obrigada a todos por colaboraram cortando, lavando os pratos, fazendo o arroz, a farofa. Obrigada a lu e pri que tava lá ministrando o nosso encontro.

    Oficina de Grafitti – Adoreii tentar ser vandals, me amarrei nesas idéia, quero aprender mais com a sista Kátia, super importante uma mina conquistanto esse espaço tão masculino.

    Avaliação perfeita, boas conclusões, crtíticas necessárias, boas parceiras pelo Brasil todo.
    Saída Vandals e pixe – doido na baixa do sapaateiro e barzinho com acarajé para fechar o domingo.

    Pooxaa, sou barrista, então super obrigada em especial as “divas” daqui que ouviram algumas coisas desagradáveis, que trabalharam para caralho, que segurou as pontas umas das outras, que soube conversar e que não tivemos uma briga sequer na organização entre essas carnissas que ficaram até o final, sintonia total,ahahaha: Íris (a matriarca do fest), Pri (gracinha e corrreria), Kátia (Ponta-firme e diva-humorada), Taline (chega-junto na manhã com doçura), Luciana (simpatia e correria de sempre), Nana (surpresa, grande colaboradora), Dani(gata, assume e cumpre). Esqueci de alguém?

    E todas as minas de fora, foi foda, estávamos numa harmonia sem igual, pareciamos amigas de tempos.
    Marina (correria total, amiga querida de sampa), Lud e Kallifa ( o casal sensação, parceiras total, foi surpreendende tê-las em nossa casa), Camila (fofa, querida, sem igual), Carla (quase baiana, fofa), Mabel e Beta (wendocas e queridas), Valéria (amiga drag e humorista), Dani (roqueira querida), Zoe (frenética).

    E as outras minas do vulva la vida, das reuniões, das trocas: Aline, Dira, Leila Grave, Indira..
    As bandas: endomentriose, munegrale, baby lizz, jezebels e dmx. e a macumba que infelizmente não pode tocar…
    A Túlio pelo cartaz belíssimo, máximo respeito.
    A toinho e rodrigo pelo os colabores.
    A dudu pela resenha, a tod@s que divulgaram, a Lola e a galera da top-top.

    Máximo Respeito!

  14. Ana permalink
    fevereiro 10, 2011 2:07 am

    Bom, primeira, lamento muito que o festival tenha sido durante as férias, logo eu não pude participar tão ativamente quanto gostaria, e me senti meio frustrada por isso.
    Mas o festival deu muito certo, e espero no próximo ano participar de verdade.
    O festival superou minhas expectativas e não esperava q tantas meninas se interressassem pelo ”assunto”, não estava inscrita na oficina de dança de rua, mas participei e ainda saiu uma música rs, a de moda tbm, não tinha me preparado pra ela, mas achei bastante produtiva, uma pena nosso tempo ter sido reduzido, mas acho que teriamos virado a noite discutindo sobre.

    Os documnetários/filmes foram sensacionais!
    adorei muito, não consegui nem piscar.

    A mesa de ativismo e riot grrrl no Brasil pra mim explicou várias coisas que eu não entendia e abriu minha mente sobre o assunto.

    O shows, putz, foi de fuder!
    a galera compareceu em peso, as meninas mandaram ver, não ficaram paradas de braços cruzados olhando pro palco, se jogaram no hardcore, bailaram, suaram e deram um show a parte.

    Enfim, o festival pra mim mostrou que todas nós podemos ser amigas sim!
    fizemos bem feito, e ficou o gostinho de quero mais.
    Espero que ano que vem todas que participaram estejam ai de novo, e que venha mais garotas pra tornar o festival cada vez melhor a cada ano (fico na torcida pra que role de novo) e que o que não deu certo esse ano ou não ficou tão bom, possa ser melhorado na próxima.
    Vlw todo mundo e até a próxima.
    :********

  15. NANA permalink
    fevereiro 13, 2011 4:15 am

    Aiii como escrever alguma coisa depois de tantos comentários, tão emocionantes!?

    Bem eu vi a convocatória pela net e resolvi mexer o esqueleto e dar uma olha para ver se ia mesmo para frente e o que era mesmo isso, será mais um sonho de mulheres, que tentam se impor dentro desse mundo sexista em que vivemos… e que são esmagadas pelas criticas, pelas dificuldades e por tanta outras coisas? De que jeito eu podia ajudar?Não cantava, não produzia zine, vídeo muito mesmo, vou ou não vou acabei indo.

    Na primeira reunião percebi que tinha muitas meninas (que infelizmente não ficaram ate o fim), empolgadas mostrando entusiasmos, e força, adorei aquilo. Encantou-me a idéia de esta ali no meio de um monte de mulheres, de vários pensamentos, sentidos, me apaixonei……

    Gente!!Adorei os brechós, nunca comprei tanta coisa!
    Costurar as bolsas; amei também
    Sair com Priscila no meio da chuva, para comprar frutas para top top, muito engraçado!
    Ficar a noite toda no bar fazendo drinks e ainda ir trabalhar no dia seguinte,; cansativo mais sensação de leveza no espírito, fiquei muito feliz em saber que a grana da top top top deu para cobri os gastos do festival.

    Os filmes ótimos; lembrei agora do acampamento e aquela garota cantando!! Year…

    Minha tristeza foi não poder ter participado de todas as oficinas, por causa do trabalho e da atenção que tinha que dar para meus pais que estavam em minha casa e que vejo de ano em ano….
    O show, muito bom, Munegrale ótimas, agitaram! Dominatrix levou as meninas ao delírios, quase que ia ter um acidente, cada musica que a banda tocava e as meninas vibravam e as caixas de som acompanhavam o ritmo e balançavam juntas! A cooperação das meninas no revezamento do bar, portaria, banquinha …

    As meninas dos outros estados, que mulheres fortes e decididas, que chegaram e já foram trabalhando ajudando na organização!O grande almoço no domingo, oficina de Kátia adorei, já conheci meninos que fazia o que ela faz mais nenhum tinha interesse de ensinar a uma garota, show. Reunião necessária, pena que não foi o mesmo grupo do inicio da convocatória. E a o fechamento nas ruas de Salvamor

    Depois de reuniões, de desgaste, de luta, de ouvir muitas coisas positivas e negativas, conflitos (Meninas criticas sempre irão existir, depende de nos avaliar e aproveitar as coisas positivas de cada uma delas) de preocupação com o dinheiro e etc o festival o aconteceu e foi um mês de sensações maravilhosas. Conheci mulheres, fortes lutadoras, guerreiras, e foi muito lindo participar do VLV , de algo que já me identificava. O feminismo junto com coisas que já levo comigo, aquela semana me fez avaliar melhor a minha vida, e isso foi muito gratificante. Espero ter colaborado e ano que vem estarei de novo colada tipo: varias vezes!!! Para construir juntas, um novo festival melhorar o que já existe acertar pontos e inserir novas coisas, porque juntas somos fortes!
    Obrigada a todas essas mulheres de fora que de alguma forma ajudaram no festival: Casal nota mil Lud e Kallyffa.. Camila, Mabel, Zoe, Valéria, Carla, Betânia, Mah!! As gatas, lindas que participaram ativamente do inicio ate o fim: Iris, Katia, Luciana, Dani. Carol, Pri, Nivea, Taline.. Conseguimos! Iris foi um prazer conhecer você! Dira que chegou no final e ajudou muito! Nota 1000….Os meninos : Antonio e Rodrigo, ajudaram e muito. A garota da top top: Lola. Tulico com suas artes fhodasticass nos cartazes e nas bolsas. Trabalhou certo.

    E é isso aí obrigada a tod@s, foi muito bom participar de tudo isso!!!!! Que venha 2012 beijosssssssss

    • luciana Rangel dos Reis permalink
      fevereiro 18, 2011 7:40 pm

      olá a todas foi uma experiência grande ter participado do FVLV; O primeiro contato que tive com a convocatória se não estou equivocada foi no Espaço Unibanco que encontrei com a Iris que estava com a Vitória, Antônio e o Rodrigo divulgando-a, a princípio achei a idéia foda mais não curtir muito o nome Riot Girls pois achava que esse movimento ja estava utarpassado…Depois resolvi aparecer na reunião e daí vestir completamente a camisa. foi muito bom pra mim participar, construir e organizar o festival VLV, foi a primeira vez que participei do festival feminista exclusivamente feito por e para mulheres, ja sou da velha escola e vim do punk, ja fiz e participei de muito eventos feministas; mas esse realmente foi o primeiro fechado e com esse tamanho, com oficinas fodas(break, graffiti,comida vegan,wendo,moda) palestras(pornografia) show(Jezebels,munegrale, DMX pela antigas músicas) foi tudo muito foda. Claro que tem críticas que nos faz crescer e tentar melhorar depois. No próximo quero ajudar a construir desde o começo com nossa identidade com nossa cara e que se crie um espaço de interação com os homens(um bate papo, uma oficina)porque depois temos quer conviver juntos, e já tem uma galera que cola junto pra ajudar(não devemos pensar nessas pessoas só qud estamos precisando).
      Mas acredito que tenha mais pontos positivos do que negativos, as meninas que são correria e pau pra toda obra(Mah, Kátia, Nana, Dira, Iris, Nivia, Taline, Carol, Priscila, Camila, Carla, Mabel, Bethania, Dani, Ludimila) desculpa se esqueci de alguem e agradecer a (rodrigo e Antônio) que sempre colam pra ajudar Túlio(pelos belissimos cartazes).
      E que bom que deu tudo certo e ainda conseguimos pagar as contas e ainda temos dinheiro na caixinha.
      Já ia esquecer de falar dos filmes, não deu pra assistir todos, mas o que assistir História do Riot Girl peguei quase no final mais muito bom(tenho que assistir novamente) aquele da Escola de Rock pra garotas muito Bom(dei muitas risadas com as gurias)
      Valeu a todas nós por termos feito este festival ser tão importante , bonito e bem organizado.
      Fica o sentimento de dever comprido.
      bjus em todas e até mais!

  16. Nívia R. permalink
    fevereiro 20, 2011 11:14 pm

    Tenho muita coisa para escrever, mas não sei se conseguirei transformar sensações em palavras, portanto, serei a mais sucinta possível.
    Eu vi a divulgação da Convocatória Riot Grrrl no site dx Destemidxs e me interessei de antemão. O fato das organizadoras estarem procurando meninas que desempenhassem algum tipo de atividade para contribuir em um evento me soou bem ousado, pelo menos aqui em Salvador. Mandei um e-mail para o Na Lâmina da Faca informando que eu era videomaker e gostaria de ajudar de alguma maneira. Ao longo das trocas de e-mails surgiram várias idéias para curtas, documentários, entrevistas, registros, etc, que poderíamos fazer para serem exibidos no dia do festival, porém, decidimos filmar todas as reuniões/atividades/shows para depois produzirmos um doc sobre o festival. Nas reuniões, em cada depoimento diferente que eu registrava, me veio o insight de como o feminismo tem diversas facetas de interpretação. Mesmo calada na maior parte do tempo, (não gosto de falar em público), pude absorver muito conhecimento e estabelecer o meu ponto de vista sobre o feminismo e assuntos em torno da mulher. Conheci muitas garotas bacanas e obstinadas a construir um festival que valesse à pena, e pude viver essa idéia sendo consolidada. Acho que a convocatória e a construção do festival fez gerar uma semente de inquietação em todas as garotas que participaram. Não posso dizer que essa semente germinou em todas, porém, em mim, ela vem crescendo a cada dia.
    Tive um pequeno desgosto com relação ao número de meninas que foram desistindo no decorrer da produção do FVLV. Formamos um espaço democrático de debates e criação de idéias tão confortável, mas não sei o que aconteceu.
    Enfim, o FVLV deu certo graças a nós e eu me sinto forte e encorajada para repetir tudo de novo, aprendendo com cada uma de vocês.
    Obrigada a todas.

  17. março 13, 2011 5:08 pm

    oi querida, aki vai minha vaga lembrança! pessoal e intransferível! desculpe pela demora!

    SALVADOR SALVA EU
    Quando soube do festival vulva la vida me deu uma coceira louca pra ir… escrevi pra íris dizendo que queria muito ajudar com alguma coisa… e depois de mto pensar decidimos lançar o avessa lá… jah tava embaçando mt pra sair e o evento era a desculpa perfeita pra coisa sair e logo! (neh histéricass?)
    mas daki msm, já que já estava com várias coisas planejadas, eu realmente achei q naum teria a grana p fazer isso…. mas eis q surgiu uma amiga muito querida que trocou umas aulas de ingles pela passagem para salvador! e lá fui eu! decidi ir antes do festival pra ajudar, pq sei q sempre tem mil corres p fazer, e tb p aproveitar a praia, comer muito acarajé com vatapá vegano e bla bla bla coisas q n temos em sp =)
    achei muito massa a iniciativa de se fazer um evento feminista para e por mulheres em salvador! pra mim foi foda a iniciativa… primeiro q tira a questão do circuito sudeste e segunda q dá pilha prá várias minas do nordeste que estão com tudo! e tb de outras regiões, enfim…
    cheguei dia 13 e já fomos pro pelourinho num show de rock (n lembro o nome da banda!)… lá trombamos a Ludmila e Kalifa, duas minas metaleiras muito gnt boa do DF… elas tocam na banda ESTAMIRA e infelizmente não puderam ir todas pro festival, espero que no próximo dê!

    SOBE E DESCE LADEIRA
    Uma vez bem hospedada e com uma genda apertando ficamos muitos dias na maior correria… acompanhei a Íris na preparação de diversas coisas dof estival e tb me prepaprei. Eu tinha levado de SP um arquivo de zines anarcapunk feminsitas etc que peguei no arquivo da querida Marina Knup e precisa xerocá-los para fazer um varal. Foi muito legal pq vi vários zines das antiga de muitas meninas ainda super ativas e que são com certeza uma grande inspiração para todxs nós. Foi uma correria do cão, mas eu gosto da vida é assim mesmo, então me cansei, claro, mas fui mt feliz.

    O FESTIVAL
    Enfim chegou o dia do início do festival e eu estava muito ansiosa. Tinha levado uma filmadora e não queria perder nenhum segundo de nada. Acabou não acontecendo pq ainda tinham corres pra fazer e n rolou de ver tudo o que eu queria. De qualquer forma acho que eu n tenho nem como falar das oficinas/ festas/ shows separadamente, pq foi tudo muito intenso para mim. Ver que há várias meninas por aí com ideias muito boas p trocar ali juntas fazendo a coisa acontecer foi muito emocionante… Eu chorei em todos os filmes que vi e fiquei com as boxexas doendo de tanto rir, pq eu tava mesmo muuuuito feliz de estar ali. Me fez perceber que as coisas tão rolando e vão rolar sempre! Todas as oficinas, sem excessão, foram para mim muuito boas, por mais que eu n tenha participado efetivamente de todas… enfim… no fim do evento rolou uma reunião de avaliação e eu achei isso muito foda! ajuda a gnt a ver os problemas que temos sempre na organização de todo evento… e é bom saber que podemos ser críticas e a partir disso construir sempre novas coisas.

    PÓS FESTIVAL
    Fiquei ainda boba de ter passado por dias tão maravilhosos e definitavamente importante para mim e para muitas meninas. É muito gostoso e imprescindível haver esses espaços de empoderamento, onde nos conhecemos, nos reconhecemos, nos apoiamos e nos pilhamos pra seguir em frente na luta, que é diária e inevitável. Certamente com a pilha carregada pra fazer mil outras coisas. Obrigada a todxs pela iniciativa, apoio, trampo, companhia etc e espero que possamos repetir o qto antes! Podem contar comigo pro que precisarem, pq eu atoron!

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